Suri.

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Suri.


Obrigado,
Por ter estado,
Ao meu lado,
No deserto,
No mato,
Sempre colado.

Obrigado,
Por ter tocado,
Em meus lábios,
Fazendo sair soprado,
O som do meu amado.

Obrigado,
Por ter feito brotar,
No meu coração,
Frio, congelado,
Seco e desesperado,
A Rosa de Saron,
Que brilha,
E derrete cada emoção.

A Rosa meiga,
Que nasceu em meio a seca,
Fez chover na alameda,
Do vale de Saron,
Dentro do meu coração,
Transborda...
Suri da minha vida,
Suri das águas vivas.

A Noite.

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A Noite.

Sentado a noite,
Olho para a lua,
E sei que ela é sua,
Penso a noite,
E sei que não é de hoje,
Que sonhas comigo,
Que sonho contigo,
Que juraste o teu amor,
Que agora sou,
Sempre teu,
Somente seu.

As estrelas podem brilhar,
O quanto quiseres,
O vento pode soprar,
O quanto puderes,
Mas o seu amor por mim,
Viverá sem fim.

A onde estou,
Posso senti-lo,
Não em porta onde vou,
Posso ouvi-lo,
Pois Tu es meu,
E eu sou teu.

A primavera está chegando.

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A primavera está chegando.

A essência do amor,
Está aqui dentro de mim,
Ela sopra com força,
Me aquece,
Faz o meu coração bater.

O inverno está Lá fora,
Todos estão parados,
Congelados,
Seus corações pararão de bater.

Desistirão de chorar,
Desistirão de amar,
Desistirão de viver,
Desistirão de sonhar,

Nem ao menos respirar,
Tudo está a parar,
Eu os amo,
Vou lutar,
Para que voltem a amar.

Porque a essência do amor,
Pulsa em mim,

Ela pode curar,
Ela pode amar,
Ela pode fazer seu nome mudar,
Ela só que estar em você,

Que fazer você chorar de emoção,
Seus sonhos realizar,
Só que estar em você,
Ela só que te ajudar,

Porque um milagre vai chegar,
Ela quer te dar.

Seus desejos,
Seus anseios,
Suas vontades,

O seu milagre vai chegar,
Tudo vai mudar,
A primavera está chegando.
Seu coração,
Vai bater novamente,
Vai sorrir,
Vai amar.


Nunca mais vai ser o mesmo,
Por mais que lá fora,
Seja inverno,
Dentro de ti,
Será primavera.

Há uma chama,
Ela queima,
Ela ama,
Esta essência,
Só que você.

A crônica de um Escritor.

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A crônica de um Escritor.

Havia sido pega, era prostituta. Ela era considerada imunda, para eles todos que tinham defeitos físicos ou prostituídos eram vis, mereciam a morte, de preferência que morram com muita dor e sofrimento, não tinham compaixão. Toda a população a perseguia, pensaram em levar para Pilatos que autorizaria o massacre da daquela prostituta, de acordo com a lei ela seria apedrejada.
Mas era muito pouco, queriam uma morte mais brusca e sofrida. De acordo com os costumes da terra, eles a verão para a praia antes de entrega-la a Pilatos. Em meio ao mar há arrastarão e brincaram de caldo como se fossem crianças, como riam e zombavam dela, há afogavam e quando lhe faltava apenas um estante para morrer, levantavam a cabeça pelos cabelos e lhe faziam respirar,e assim repetitivamente.
As conchas quebradas que o mar arrastava para a praia, com a força da onda as conchas aranhavam, e rasgavam sua pele, cortando, fazendo com que a carne de seu corpo fica-se exposta, como ela sangrava! Mesmo assim não paravam, cada vez sentiam mais prazer.
Nesse cenário, fico pensando, “E eles que diziam que ela era vil”, isso é irônico, por acaso não tinham coração? Pelo visto, o sangue humano não pulsava em seus corpos, porque esqueceram que não são diferentes dela.
Mas havia um Escritor, sábio daquela terra, muitos o chamavam de Mestre, outros de Amigo. Naquele momento Ele estava próximo ao massacre, Ele não a acusava, só estava por perto, estava escrevendo com o dedo na areia. Um palavrão aproximou-se do Escritor e lê as palavras, “Eu vim para que tenham vida, e vida em abundancia; Eu sou o Caminho a Verdade e a Vida, ninguém vem ao Pai a não ser por Mim.” O palavrão observou e pergunto:

- esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando... pela lei esta mulher deve ser apedrejada, tu pois que dizes?

Todos naquele momento, o observavam, sabiam que era Escritor, que era Sábio, inclinado-se começou a escrever os pecado dos fariseus na areia. Diante disso ele responde:

- aquele que não tem pecado, atire a primeira pedra.

Naquele momento todos estavam estáticos, parados, aquela palavra penetrou em cada coração, constrangeu cada fariseu. O Escritor estava na mesma posição que ela, com humildade, olhando para ela, como se estive-se sentindo sua alma, seus medos, seus traumas, sua dor e assim a ajudava. Os estranguladores, fariseus, palavrões há deixavam um por um.
Que Escritor é esse que suas palavras não são contestadas, que salvam vidas, impacta, constrange e rompe cada coração. Suas palavras são verdades, na simplicidade de um Escritor.

Quem ouve?

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Quem ouve?

A emoção cogita,
Meche como a Aurora,
Andeja como Vento,
Nasce como o Sol,
Oh! Toca relógio,
Sinfonia almaria,
E vem como a Chuva,
Conserva serventes,
Arruína inimigos,
Chora, Sangue Vigária,
Oh! Gentio Pérola,
Risca como Diamante,
E perdoa como Pai,
Sábio Justiceiro,
O que vira olhos e ouvidos,
Para ouvintes brados,
Coração incandescente,
Ama como Ama,
Sussurra para servo,
É sussurro doce,
Quem ouve?

A vida é um livro.

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A vida é um livro.


Como seria lindo,
Se a vida fosse um livro,
Em que tudo pode ser escrito,
No melhor sentido.

Se algumas páginas,
Que não quisessem ser lembradas,
E assim arrancadas,
Em algumas badaladas,
Tudo mudava,

Como seria lindo,
Se a vida fosse como um livro,
Em que meu nome seria escrito,
E um dia seria lido.

Mas assim é,
Quando perdoado e curado,
Tudo é transformado,
Com o Amor ao meu favor,
Só falta um bom Leitor,
Para ler a minha Historia.