
Vou embora para a terra do Nunca,
Nunca há choro, nunca há dor.
Onde o deserto se alegra,
Onde não falta luz.
Incompreensíveis são para mim os mistérios dessa Terra.
Lá não tem classe social,
Lá ninguém divide, soma ou subtrai.
Lá a razão segue a lógica do que somos,
Somos pequenos, indigno, falhos, sem exceção errados.
Na razão há a equação,
De não diferente, do não igual, da não comparação.
Logica na existência da diferença de que não há mérito para se ter.
Há o pleno amor que nada necessita de retribuição,
É independente, incomparável.
Amor que corre o risco da decepção de nem todos quererem esse lugar.
Nesta Terra a força é se importar, resistir, sofrer,
Conceder graça para que poção estar nela.
E nunca antes de ser forte compara: - merece ou não merece?
Necessitados estamos da paz dessa Terra.
Somos todos errados e vivos devemos estar para ela,
E de mesma forma morto para esta.
Raciocinemos na fé, tenhamos fé na razão,
Nesta lógica irrepreensível.
Vou embora para outra terra e espero que você nunca fique.
Lá sou filho do Rei, lá é para onde vou.
Se não me achar aqui tenha a certeza,
Que fui para a terra do Nunca.
Lucas Duarte Monteiro
24/09/2011